Dispossesions in the Americas

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    Art Exhibit 2024

    inSURrecciones: Reflections on decolonial performativities

    • Yépez, Gabriel

    Published: 2024

    ‘Revolución Puta,’ Maria Galindo, 2022, film, Courtesy of the Artist

    ‘Revolución Puta,’ Maria Galindo, 2022, film, Courtesy of the Artist

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    Art Exhibit 2024

    inSURrecciones: reflexiones en torno a performatividades descoloniales

    • Yépez, Gabriel

    Published: 2024

    ‘Revolución Puta,’ María Galindo, 2022, video, cortesía de la artista.

    ‘Revolución Puta,’ María Galindo, 2022, video, cortesía de la artista.

    Art Exhibit 2024

    inSURrecciones: Reflexiones en torno a performatividades decoloniales

    • Yépez, Gabriel

    Published: 2024

    inSURrecciones: Reflexiones en torno a performatividades decoloniales

    Gabriel Yépez, curador

    ‘Revolución Puta,’ María Galindo, 2022, vídeo, cortesia da artista.

    Local: Museo de Arte Moderna, Cidade do México

    inSURrecciones: Reflexiones en torno a performatividades decoloniales, inspira-se e encontra força na vontade conjunta de um Sul coletivo que vai do Alasca até a Patagônia. Buscamos abrir fissuras na produção artística neoliberal para celebrar práticas performativas que se autodenominam e abraçam sua complexa alteridade por meio de uma perspectiva decolonial. [LEIA MAIS]

    A história da humanidade sempre foi narrada pelos vencedores. O relato do vencedor e do vencido forma a dialética fundacional na qual a desigual condição de existências é normalizada. Ao mesmo tempo, sempre existiram relatos que, de maneira sustentada, conseguiram permanecer como alteridade, como outra maneira de entendimento dos mundos que habitamos. Essas outras maneiras de relatar os diversos mundos vão tomando cada vez mais força frente à insistente imposição de um mundo desenhado exclusivamente para aqueles que fundamentam seu triunfo na invasão colonial, no domínio e na aniquilação, elementos que constituem o sistema capitalista, neoliberal e falocêntrico no qual nos encontramos imersos.

    A pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2 nos colocou diante de uma mudança de paradigma que nos fez confrontar com o que o prêmio Nobel de química, Paul Crutzen, chamou de Antropoceno. Nesse período, a ideologia colonial desenvolveu as dinâmicas econômicas, políticas, sociais e culturais que regem, hoje em dia, a forma como nos relacionamos. Esse pensamento colonial persiste e se radicaliza cada vez mais através de tecnologias de controle que administram a vida, a natureza, os recursos, os corpos e os comportamentos dos habitantes de um planeta globalizado.

    Nas últimas décadas, diante da ideia de um mundo universal e hegemônico, surgiram distintas tentativas de gerar uma enunciação própria a partir do Sul Global; a partir do campo dos estudos de performance e de alguns outros campos do conhecimento. Essa ideia adquiriu identidade e sentido sob o termo de origem Kuna Abya Yala — Terra viva —, que mais do que fazer referência a uma geografia específica, é um modo de nos nomearmos como alteridade e alternativa a um sistema universal globalizante.

    Algumas dessas iniciativas que permaneceram como referências desse impulso são o Instituto Hemisférico de Performance y Política ou a RedCSur, Red Conceptualismos del Sur. Além dessas tentativas coletivas, podemos mencionar o trabalho de muitas outras pessoas que, em seu empenho por conservar o registro das artes efêmeras da performance, realizaram um intenso trabalho construindo uma memória através de suas publicações. É impossível fazer um relato preciso de cada uma dessas contribuições, e, no entanto, é necessário mencioná-lo como parte de uma genealogia que desenha, há um bom tempo, uma vontade de enunciação a partir do Sul.

    inSURrecciones, reflexiones en torno a performatividades decoloniales busca inspiração e força dessa vontade coletiva de nosso SUL, que do Alasca até a Patagônia, tenta abrir uma fissura na produção artística baseada no modelo neoliberal para refletir sobre os processos criativos que utilizam as práticas performativas como estratégia para se nomear e nomear a alteridade a partir de uma perspectiva decolonial.

    Para desenvolver esta tarefa, elaboramos um formato que nos permitisse desenvolver a criação de uma obra nova, a revisão de arquivo e a geração de pensamento. Dessa forma, comissionamos os/as performers Carlos Cruz (México), Lukas Avendaño (México), Martha Hincapié Charry (Colômbia), Deborah Castillo (Venezuela), María Galindo (Bolívia) e Carlos Martiel (Cuba), a criar propostas sob a temática da insurreição, colocando em maiúsculas a noção do sul.

    Ao mesmo tempo, selecionamos um conjunto de arquivos de performance que intitulamos Archivos Expuestos. Esses arquivos provêm de artistas que, situadxs no território de Abya Yala, impactaram poética e politicamente seu entorno. Dessa forma, os arquivos apresentados tiveram duas classificações: os provenientes dos mesmos artistas convocados para criação de uma obra nova e os provenientes de outros arquivos de artistas afins à temática do encontro, e que de maneira direta ou geral, estabelecem um diálogo com o trabalho dxs artistas convidadxs.

    De forma complementar, convocamos estudiosxs de diversas áreas do conhecimento e das práticas artísticas a se somarem a esse exercício de reflexão coletiva, para colocar em diálogo tanto as preocupações como as estratégias performativas dxs criadorxs convidadxs. Os participantes destas sessões foram Paulina Chamorro, Antonio Prieto Stambaugh, Paola Marugán, Jorge A. Sánchez, Mónica Ornelas, Jesús Torrivilla, Didanwee Kent e Eduardo Bernal.

    O encontro se realizou de 02 a 06 de abril de 2024 no Museo de Arte Moderno, INBA da Cidade do México em colaboração com o Instituto Goethe e a iniciativa Transversales, do Teatro Línea de Sombra e graças ao apoio da fundação Mellon e da Universidade de Pensilvania.

    Como resultado dessa reflexão e diálogos coletivos, surge inSURrecciones.com, um arquivo digital e aberto que dá conta, no transcorrer do tempo, dessa tentativa de gerar um diálogo a partir do Sul e para o Sul.

    Este repositório que compõe o site inclui o registro das seis performances comissionadas para a ocasião: Veta negra-variação- de Carlos Cruz, Bedxe’Guie’ de Lukas Avendaño, Tajo de Martha Hincapié Charry, Tzompantli de Decorah Castillo, Monumento V de Carlos Martiel e Nos roban las palabras ou A calzón quitado de María Galindo.

    Dentro da seção de Arquivos Expostos se encontra Veta Negra, Buscando a Bruno, Hecatombe II, Desafiando al coloso: três atos, Tierra de nadie, Revolución puta, Esculpir el silencio, Una de las postales mentía, Zona de silencio, La mirada bizca e Servil ornamentación.

    Como mencionei, a parte de reflexão foi fundamental para conseguir estabelecer um diálogo direto e uma forma de relação estreita entre artistas e teóricos. Uma convivência que nos permitiu construir um espaço íntimo e vital sobre o qual testemunham os textos que se encontram no site do projeto.

    insurrecciones.com, portanto, é um espaço de reflexão sobre as possibilidades de um Sul singular. É também um exercício de reafirmação coletiva para tentar configurar novas possibilidades de persistir no vivo, de habitar os mundos diversos que nos deram origem e assim poder desterrar a imposição hegemônica de um mundo capitalofalocentrista.

    As inSURrecciones estão aqui, buscando uma nova gramática, uma nova linguagem, ganhando forças e formas distintas, fazendo-se presentes de maneira tácita ou velada, no evidente ou no sutil, e sua potência cresce em relação às forças que nos oprimem.

    Site oficial: https://insurrecciones.com/que-es-insurrecciones/

    Citation

    Yépez, Gabriel. 2024. 'inSURrecciones: Reflexiones en torno a performatividades decoloniales'. Dispossessions in the Americas. https://staging.dia.upenn.edu/pt/content/YepezG001/

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