Dispossesions in the Americas

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    Map Commentary 1500 - 1550

    AYMARA LORDSHIPS OF THE CHARKA AND NEIGHBORING NON-AYMARA POLITIES IN THE LATE 15th AND EARLY 16th CENTURIES

    • Medeiros, Carmen

    • Grisi, Celina

    • Sánchez Patzy, Radek

    Published: 2024

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    Platt, T., Bouysse-Cassagne, T., & Harris, O. (2006). Qaraqara-Charka: Mallku, Inka y rey en la Provincia de Charcas (siglos XV – XVII): Historia antropológica de una confederación aymara. Edicion documental y ensayos interpretativos. Con el aliento de Thierry Saignes. Instituto Frances de Estudios Andinos, Plural Editores, Fundacion Cultural del Banco Central de Bolivia, University of St. Andrews.

    Platt, T., Bouysse-Cassagne, T., & Harris, O. (2006). Qaraqara-Charka: Mallku, Inka y rey en la Provincia de Charcas (siglos XV – XVII): Historia antropológica de una confederación aymara. Edicion documental y ensayos interpretativos. Con el aliento de Thierry Saignes. Instituto Frances de Estudios Andinos, Plural Editores, Fundacion Cultural del Banco Central de Bolivia, University of St. Andrews.

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    Map Commentary 1500 - 1550

    SEÑORÍOS AYMARAS DE LOS CHARKA Y ENTIDADES POLÍTICAS VECINAS NO AYMARAS, A FINALES DEL SIGLO XV Y PRINCIPIOS DEL SIGLO XVI

    • Medeiros, Carmen

    • Grisi, Celina

    • Sánchez Patzy, Radek

    Published: 2024

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    Platt, T., Bouysse-Cassagne, T., & Harris, O. (2006). Qaraqara-Charka: Mallku, Inka y rey en la Provincia de Charcas (siglos XV – XVII): Historia antropológica de una confederación aymara. Edicion documental y ensayos interpretativos. Con el aliento de Thierry Saignes. Instituto Frances de Estudios Andinos, Plural Editores, Fundacion Cultural del Banco Central de Bolivia, University of St. Andrews.

    Platt, T., Bouysse-Cassagne, T., & Harris, O. (2006). Qaraqara-Charka: Mallku, Inka y rey en la Provincia de Charcas (siglos XV – XVII): Historia antropológica de una confederación aymara. Edicion documental y ensayos interpretativos. Con el aliento de Thierry Saignes. Instituto Frances de Estudios Andinos, Plural Editores, Fundacion Cultural del Banco Central de Bolivia, University of St. Andrews.

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    Map Commentary 1500 - 1550

    SENHORIO AIMARÁS DOS CHARKA E ENTIDADES POLÍTICAS VIZINHAS NÃO AIMARÁS, FINAL DO SÉCULO XV E COMEÇO DO SÉCULO XVI

    • Medeiros, Carmen

    • Grisi, Celina

    • Sánchez Patzy, Radek

    Published: 2024

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    BOL0036Y

    SENHORIO AIMARÁS DOS CHARKA E ENTIDADES POLÍTICAS VIZINHAS NÃO AIMARÁS, FINAL DO SÉCULO XV E COMEÇO DO SÉCULO XVI

    Carmen Medeiros, Celina Grisi y Radek Sánchez

    [XXX insert map BOL0036 with title and reference_nt as caption]

    Este mapa tem como foco a região sudeste da atual Bolívia, mostrando a localização dos territórios dos senhorios aimarás [XXX link to BOL0003Y] do Charka (Charka Vermelho) e do Charka branco, que mais tarde formariam a federação Qaraqara-Charka, assim como a localização dos grupos não-aimarás no seu entorno, ao final do século XV. Ou seja, o mapa faz um recorte do momento em que esta região do Qullasuyu [XXX link to BOL0002Y] já era parte do estado Inca, el Tawantinsuyu [XXX link to BOL0001Y], mas antes da reorganização implementada pelo Inca Wayna Qhapaq nas primeiras décadas do século XVI. O mapa também mostra os pontos pelos quais ocorreram as incursões de povos de terras baixas (os denominados Chiriguanos, hoje guaranis) no território Charka, pelo leste e pelo sul1. [LEIA MAIS]

    Com base em pesquisas etno-históricas e antropológicas, o mapa sugere a monoetnicidade das unidades sociopolíticas do Charka [também chamados Charkas e Charcas], que teriam sido construídas antes do governo Wayna Qhapaq. As duas parcialidades maiores do que teria sido uma antiga confederação dupla dos Charkas: Charkas brancos (parcialidade Urqu) e Charkas Vermelhos (parcialidade Uma). Seria então durante o governo de Wayna Qhapaq que se produziu uma diferenciação entre a parcialidade dos Charkas Brancos, que teriam passado a se constituir como unidade sociopolítica dos Qaraqaras, e a parcialidade dos Charkas vermelhos, que permaneceu sendo os Charkas.2 Quando chegaram os espanhóis, na década de 1530, já eram dois senhorios aimarás que funcionavam como confederação Qaraqara-Charka. Essa confederação esteve vinculada a outras seis “nações”, ao sul da região circum lacustre do lago Titicaca, conhecida como Collao. Essas nações eram: Qaraqara [XXX link to BOL0037Y], Sura [XXX link to BOL0027Y], Chuy, Killaka [XXX link to BOL0038Y], Karanqas [XXX link to BOL0041Y], e Chichas [XXX link to BOL0018Y].

    A presença territorial do senhorio Aimará [XXX link to BOL0003Y] chamado Charka, um território disperso e descontínuo, localizou-se no atual noroeste do departamento de Chuquisaca, norte do departamento de Potosí, centro-sul e extremo leste do departamento de Cochabamba.

    As unidades territorial-populacionais coloniais (divisões) às quais estiveram designados os Charkas até 1550 são as divisões de Sacaca, Chayanta (suas nascentes) e Cochabamba.3. Durante o início do período colonial, a palavra “charcas” se estendeu ao conjunto de todos os territórios colocados sob jurisdição da audiência de La Plata, a chamada “Audiência de Charcas”, fundada junto com a capital em La Plata, em 1559. Segundo estas últimas acepções, a palavra “Charcas” se refere a todas aquelas “províncias” e “nações” situadas no Sul do “Collao”, e antes da região do grande Tucumán, no atual nordeste argentino.

    Com o novo sistema imposto pelos europeus, as primeiras unidades administrativas através da base das quais tentaram organizar a sociedade indígena da região foram as repartições e as encomendas [XXX link to TL001Encomienda]. No corregimento (província) de Chayanta, cabeça administrativa dos Charkas, as repartições respeitaram o sistema de autoridades no interior dos Charkas e Qaraqaras. Assim, a repartição de Chayanta, que superava em quantidade de pessoas a Macha, e anteriormente estavam dispersas em 134 aldeias, foi reassentado em três povos de redução [XXX link to TL003Reducciones], enquanto Macha, com menor população e assentado anteriormente em 106 aldeias, foi reassentado em quatro4. As reduções não se realizaram sobre a base de indivíduos, mas de ayllus, o núcleo básico de organização territorial que geraria novas identidades coletivas e modificações nas hierarquias dos assentamentos. A estruturação dos territórios se ajustava de acordo com as características de uma população com padrões de assentamento descontínuos, ainda que eles não fossem necessariamente os mesmos que em tempos pré-hispânicos.

    A província de Chayanta teve cinco repartições reconhecidas pelo vice-rei Toledo que mantiveram sua filiação étnica. Os ayllus tiveram que coexistir dentro dos povos coloniais, sobretudo nas regiões do vale onde a formação de “arquipélagos” era mais acentuada. Mesmo assim, as identidades étnicas se mantiveram ao se designar “ruas” para cada ayllu, que atuavam como fronteiras territoriais ou demarcações5.

    No período que se estende entre a fundação da República, em 1825, e os anos prévios à guerra do Pacífico (1879-1883), o controle das terras no planalto e no vale permitiu que a subsistência familiar fosse minimamente garantida dentro das mesmas províncias e servisse como base para a criação de excedentes comercializáveis nas terras da comunidade. A administração da produção e comercialização de trigo e milho ficou sob a responsabilidade das autoridades indígenas dos ayllus que conseguiram gerar excedentes para cumprir com o pagamento do tributo [XXX link to TL004Tributo] indígena [XXX link to TL009Tributo] ainda vigente e percebido pelos ayllus como um “pacto de reciprocidade” que lhes garantia acesso seguro a suas terras6. No entanto, o Estado republicano preferiu enfatizar que os ayllus eram simples beneficiários das terras do Estado e que o tributo era um simples aluguel que eles pagavam ao Estado como dono único de todas as terras7. Dessa forma, as barreiras alfandegárias foram eliminadas, o monopólio estatal sobre a compra de pastas de prata foi anulado; ao mesmo tempo, a ferrovia dirigiu seus ramais em direção aos pontos de exportação em detrimento da integração viária interna, o que repercutiu em uma crise do mercado interno. Este programa liberal expressou-se na crise da produção de trigo na região de Charka e no segundo auge da mineração argentífera de exportação em Colquechaca. No decorrer do século XIX, os mestiços e as elites criolas regionais voltaram a monopolizar os postos de arrecadadores de tributos dos ayllus e parcialidades da região até a Guerra Federal de 1899.

    A aplicação das políticas liberais abriu caminho jurídico para “justificar” as vendas forçadas de terras impostas sobre as comunidades de algumas regiões. As leis de desvinculação impostas a partir dos anos de 1870 deram espaço para que se assumisse uma postura de “generosidade paterna” ao procurar a extinção da propriedade coletiva do ayllu a favor da posse individual e da propriedade privada, considerada sinal de “modernidade e progresso”. Essas leis, que em muitas áreas geraram a conversão do indígena comuneiro em colono, arrendatário e pequeno proprietário, não tiveram o mesmo efeito nos ayllus que pertenciam à confederação Qaraqara-Charka. Em Charka, seguiram tendo a posse de seus territórios com suas cabeceiras no planalto e suas “ilhas” nos vales, segundo o sistema de controle vertical dos pisos ecológicos. Os vizinhos mestiços dos povos se aliaram aos ayllus ante a ameaça de desapropriação de seus próprios terrenos, e os fazendeiros não chegaram a ter o poder que tiveram em La Paz.

    As autoridades de Potosí e de suas províncias tampouco estiveram de acordo com uma reforma tributária que retirasse a principal fonte de renda nas arcas departamentais em troca de um incerto “imposto catastral”, que estipulava a lei de Desvinculação de 1874, que nem os fazendeiros estavam dispostos a pagar8. Para efetivar o pagamento do tributo, se requeria um reajuste periódico do montante do orçamento para cada província. Foi necessário cadastramentos chamados de “revisitas”, em que se anotavam os nomes dos contribuintes e de seus familiares, assim como detalhes sobre o terreno que ocupavam e a categoria tributária a que pertenciam. Isso gerou uma sorte de “bandolerismo fiscal” pelo qual as autoridades governamentais tentavam ampliar suas fontes de renda à custa da jurisdição tradicional das autoridades indígenas9.

    Um efeito ocorrido com a Reforma Agrária de 1953 é o da legalização das terras a título individual, visto que a lei não reconhecia a posse coletiva, o que ocasionou um processo de sindicalização das organizações campestres. No entanto, os ayllus, que contavam com a documentação da época colonial, mantiveram suas terras coletivas e, com base nessa forma de organização, buscaram legalizar seu território de acordo com a legislação disponível. O caso de ayllu Chayantaka, no município de Chayanta, antiga nascente de Charka, é paradigmático da situação dos ayllus Charka na atualidade. Chayantaka demandou a dotação e “saneamento” de territórios dispersos e descontínuos no seu piso ecológico ancestral do vale, mas a perda de vínculos reais e os sucessivos processos de fragmentação ocorridos desde 1570 fizeram com que se renunciasse a esse território que permanece na memória histórica dos originários de Chayantaka, já que existe um vínculo de identidade cultural com essa região. De tal maneira que não foi possível consolidar a territorialidade descontínua, originalidade andina que o estado colonial e o republicano conseguiram despojar.

    REFERENCIAS:

    Adrián, Mónica. “Acerca de las unidades de análisis en el sur andino colonial a partir
    de un estudio de caso: Chayanta, siglo XVI– siglo XVIII”. Surandino Monográfico, 2-2 (2012), 1-31.

    Calizaya Velásquez, Oscar. “Estudio de Caso Nº 1. Chayantaka, el Ayllu con Gestión Territorial Indigena: Territorio Originario en Potosí”. En Territorios Indígena Originario Campesinos en Bolivia: Entre la Loma Santa y la Pachamama. Informe 2010, editado por Fundación Tierra, 233- 263. La Paz: Fundación Tierra, 2011.

    Platt, Tristan, Thérèse Bouysse-Cassagne, y Olivia Harris. Qaraqara-Charka: Mallku, Inka y Rey en la Provincia de Charcas (siglos XV – XVII): Historia Antropológica de una Confederación Aymara. La Paz: Plural-IFEA, 2006. 

    Platt, Tristan Estado Boliviano y Ayllu Andino: Tierra y Tributo en el Norte de Potosí (2ª ed.). La Paz, Bolivia: Biblioteca del Bicentenario de Bolivia, 2016.

    Rivera, Silvia. “Estado Boliviano y Ayllu Andino, 30 Años Después” [Estudio Introductorio], 15-34. En Estado Boliviano y Ayllu Andino. Tierra y Tributo en el Norte de Potosí, Tristan Platt, 15-34. La Paz: Biblioteca del Bicentenario de Bolivia, 2016.

    (siglos XV – XVII), 71.

    Biblioteca del Bicentenario de Bolivia, 2016).

    Estado Boliviano y Ayllu Andino. Tierra y Tributo en el Norte de Potosí, Tristan Platt, 15-34. (La Paz:

    Biblioteca del Bicentenario de Bolivia), 2016.


    1. Tristan Platt, Thérèse Bouysse-Cassagne y Olivia Harris. Qaraqara-Charka: Mallku, Inka y Rey en la Provincia de Charcas (siglos XV – XVII): Historia Antropológica de una Confederación Aymara. (La Paz: Plural-IFEA, 2006), 57. ↩︎

    2. Platt, Bouysse-Cassagne y Harris*. Qaraqara-Charka,* 46. ↩︎

    3. Mónica Adrián, “Acerca de las Unidades de Análisis en el Sur Andino Colonial a partir de un Estudio de Caso: Chayanta, Siglo XVI– Siglo XVIII”. Surandino Monográfico, 2-2 (2012): 1-31. ↩︎

    4. Adrián, “Acerca de las Unidades de Análisis en el Sur Andino Colonial a partir de un Estudio de Caso”. ↩︎

    5. Platt, Bouysse-Cassagne y Harris. Qaraqara-Charka: Mallku, Inka y Rey en la Provincia de Charcas ↩︎

    6. Tristan Platt, Estado Boliviano y Ayllu Andino: Tierra y Tributo en el Norte de Potosí (2ª ed.) (La Paz: ↩︎

    7. Platt. Estado Boliviano y Ayllu Andino: Tierra y Tributo en el Norte de Potosí ↩︎

    8. Silvia Rivera, “Estado Boliviano y Ayllu Andino, 30 Años Después” [Estudio Introductorio], 15-34. En ↩︎

    9. Platt, Estado Boliviano y Ayllu Andino. Tierra y Tributo en el Norte de Potosí. ↩︎

    Citation

    Medeiros, Carmen, Celina Grisi, and Radek Sánchez Patzy. 2024. 'SENHORIO AIMARÁS DOS CHARKA E ENTIDADES POLÍTICAS VIZINHAS NÃO AIMARÁS, FINAL DO SÉCULO XV E COMEÇO DO SÉCULO XVI'. Dispossessions in the Americas. https://staging.dia.upenn.edu/pt/content/BOL0036Y/

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