Dispossesions in the Americas

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    Map Commentary 1530 - 1539

    THE TAWANTINSUYU IN THE 1530s – TERRITORY OF THE INCA STATE

    • Medeiros, Carmen

    • Grisi, Celina

    • Sánchez Patzy, Radek

    Published: 2024

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    Sánchez Patzy, elaboración propia, 2022, basada en Pärssinen (2013), Nielsen (2020)

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    Map Commentary 1530 - 1539

    EL TAWANTINSUYU EN LA DÉCADA DE 1530 – TERRITORIO DEL ESTADO INCA

    • Medeiros, Carmen

    • Grisi, Celina

    • Sánchez Patzy, Radek

    Published: 2024

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    Sánchez Patzy, elaboración propia, 2022, basada en Pärssinen (2013), Nielsen (2020)

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    Map Commentary 1530 - 1539

    TAWANTINSUYU NA DÉCADA DE 1530 – TERRITÓRIO DO IMPÉRIO INCA

    • Medeiros, Carmen

    • Grisi, Celina

    • Sánchez Patzy, Radek

    Published: 2024

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    BOL0001Y

    TAWANTINSUYU NA DÉCADA DE 1530 – TERRITÓRIO DO IMPÉRIO INCA

    Carmen Medeiros, Celina Grisi, and Radek Sánchez

    [XXX: insert BOL0001 as leading image for this narrative]

    Sobreposto a um mapa do Google Earth e com base em dados históricos e arqueológicos, esse mapa oferece uma estimativa do território do Tawantinsuyu, isto é, o Império Inca, no período da conquista espanhola.1 Localizado na região central dos Andes, esse território se estendia desde o sul da atual Colômbia até o norte da atual Argentina, incluindo as terras altas do Equador, Peru e Bolívia, o norte do Chile e o noroeste da Argentina. O Império Inca era dividido entre quatro grandes distritos, ou suyus (em Qhishwa, a língua dos Incas, ainda falada na maior parte desse território, tawa significa quatro e suyu poderia ser traduzido como distrito ou região): Cuntisuyu, Antisuyu, Chinchasuyu, e Qullasuyu [XXX link to BOL0002Y]. Não há um consenso sobre os limites da fronteira leste, que era porosa e instável, nem sobre a forma exata do Antisuyu. Da mesma forma, não há um acordo claro sobre as fronteiras internas entre os suyus, embora seja cada vez mais reconhecido que todos eles se originaram em Cusco, o centro principal ou capital do Império Inca. Esse território vasto foi unificado por um complexo sistema de estradas incas [XXX link to BOL0004Y] que conectava diversos centros administrativos.

    [LEIA MAIS]

    Os Incas governaram esse vasto território multiétnico combinando formas diretas e indiretas de governo. Frequentemente representada como uma pirâmide, a organização política-administrativa do Estado tinha o Sapa Inca (o chefe de estado Inca) no topo, logo abaixo os administradores dos quatro grandes distritos, e abaixo deles as autoridades regionais que também eram membros da nobreza Inca. Nos níveis inferiores da hierarquia administrativa, estavam as autoridades locais não Incas, como os senhores dos povos conquistados e os chefes de grupos multiétnicos deslocados. Os Incas buscavam a lealdade dessas autoridades locais através de presentes, casamentos, assimilação cultural, e acesso privilegiado à terra e à mão de obra. Articulando os níveis de administração Incas e não Incas, havia uma vasta burocracia dos inspetores, recenseadores, cobradores de tributos e outros funcionários do Estado que preservavam a ordem interna e asseguravam que as obrigações tributárias fossem devidamente cumpridas.

    Existiam dois tipos de formas de tributo de trabalho cobrados pelo Estado Inca. O primeiro, conhecido como mit’a, consistia em um número determinado de dias de trabalho em obras públicas, em serviços pessoais para funcionários do Estado ou no exército. O outro tipo consistia em trabalho agrícola ou pastoril nas terras ou nos rebanhos pertencentes ao Estado, ao Sapa Inca, ou a outros membros de sua linhagem (panaqa).

    Com base no modelo de “controle vertical dos pisos ecológicos” [XXX link to BOL0003Y], os Incas implementaram importantes políticas de reassentamento para proteger as fronteiras em expansão e aumentar a produção agrícola para o Estado.2 Ao mover estrategicamente populações em diferentes zonas ecológicas, o Império Inca visava otimizar o gerenciamento de recursos e fortalecer seu controle sobre o território. Ao dispensar grupos étnicos hostis e favorecer os grupos leais com acesso a novos vales, os Incas realocavam grandes segmentos populacionais para áreas diferentes, e às vezes muito distantes, modificando assim a composição étnica dos territórios conquistados. As populações reassentadas, chamadas de mitmaqkuna (ou mitimaes nos registros coloniais espanhóis) formavam colônias multiétnicas [XXX link to BOL0006Y and BOL0007Y] e mantinham, ao menos em teoria, seus vínculos étnicos com as comunidades nativas. Porém, na prática, elas estavam sob supervisão direta de funcionários e administradores do Estado. As condições variavam muito de uma região para outra.

    Em suma, quando os espanhóis iniciaram a conquista do Tawantinsuyu, na década de 1530, eles se depararam com um verdadeiro mosaico de povos distintos integrados a uma sociedade estatal complexa que se estendia sobre um vasto território. A paisagem humana que os espanhóis encontraram foi um resultado das formas de organização e das estratégias de gestão populacional adotadas pelo Império Inca. Durante os estágios iniciais da colonização espanhola, o Estado colonizador espanhol se aproveitou de algumas instituições Incas, cooptando-as, ressignificando-as e redirecionando-as para objetivos muito diferentes.

    REFERÊNCIAS:

    D’Altroy, Terence. The Incas. Oxford: Blackwell Publishing, 2002.

    Larson, Brooke. Colonialism and Agrarian Transformation in Bolivia: Cochabamba 1550–1900. Princeton: Princeton University Press, 1988.

    Murra, John. Formaciones económicas y políticas del mundo andino. Lima: Instituto de Estudios Peruanos, 1975.

    Nielsen, Axel. “El Tawantinsuyu: Cosmología, economía y organización política.” In Camino ancestral Qhapaq Ñan. Una vía de integración de los Andes en Argentina, edited by Victoria Sosa, 24–52. Buenos Aires: Ministerio de Cultura de la Nación, Secretaría de Patrimonio Cultural, 2020.

    Pärssinen, Martti. Tawantinsuyu: The Inca State and Its Political Organization. Helsinki: Suomen Historiallinen Seura, 1992.

    Patterson, Thomas. The Inca Empire: Formation and Disintegration of a Pre-capitalist State. New York: Berg Publishers, 1997.

    Spalding, Karen. Huarochirí: An Andean Society under Inca and Spanish Rule. Stanford: Stanford University Press, 1984.

    Stern, Steve. Peru’s Indian Peoples and the Challenge of Spanish Conquest: Huamanga to 1640. Madison: The University of Wisconsin Press, 1982.


    1. Terence D’Altroy, The Incas (Oxford: Blackwell Publishing, 2002), 88; Axel Nielsen, “El Tawantinsuyu: Cosmología, economía y organización política,” in Camino ancestral Qhapaq Ñan: Una vía de integración de los Andes en Argentina, ed. Victoria Sosa (Buenos Aires: Ministerio de Cultura de la Nación, Secretaría de Patrimonio Cultural, 2020), 40; Martti Pärsinnen, Tawantinsuyu: The Inca State and Its Political Organization. (Helsinki: Suomen Historiallinen Seura, 1992). ↩︎

    2. John Murra, Formaciones económicas y políticas del mundo andino (Lima: Instituto de Estudios Peruanos, 1975). ↩︎

    Citation

    Medeiros, Carmen, Celina Grisi, and Radek Sánchez Patzy. 2024. 'TAWANTINSUYU NA DÉCADA DE 1530 – TERRITÓRIO DO IMPÉRIO INCA'. Dispossessions in the Americas. https://staging.dia.upenn.edu/pt/content/BOL0001Y/

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