Resumo
Por séculos, a Península de La Guajira foi um local de conflitos culturais e territoriais. Durante a colonização e nas primeiras décadas do período republicano, a Península alternava entre períodos de certa tranquilidade e outros de guerra e inquietação. Durante a segunda metade do século XVIII, os povos indígenas Wayúu1 e Cocina foram alvo de contínuas incursões e ataques em seus territórios. Esses ataques eram planejados e executados por oficiais espanhóis, e, mais tarde, no século XIX, por autoridades colombianas e venezuelanas.2 Em parte devido a essa violência incessante, o povo Cocina foi finalmente dizimado ao longo do século XIX.3 Nas últimas décadas, os Wayúu têm sofrido com violência, massacres, deslocamento e confinamento por terem ficado no meio do conflito armado colombiano. Atualmente, o povo Wayúu luta contra a expansão de projetos de mineração e de energia em seus territórios tradicionais e sagrados. Mapas de diferentes períodos históricos revelam essa história de violência e desapropriação de terras em La Guajira, ao mesmo tempo em que destacam os momentos de resistência dos povos indígenas.
Mapas dos séculos XV e XVI: Alguns dos primeiros mapas das Américas que retratam a Guajira, o fazem de maneira um tanto distorcida. Por exemplo, o Tabula Novarum Insularum (1550), mapa de Sebastian Münster (ver fig. 2) representa o norte da América do Sul, incluindo a Guajira, como uma enorme península.

Figura 2. Tabula Novarum Insularum, Quas Diversis Respectibus Occidentales & Indianas uocant (1550, Basileia) de Sebastian Münster.

Figura 3. Detalhe da Península de la Guajira em Tabula Novarum Insularum, Quas Diversis Respectibus Occidentales & Indianas uocant (1550, Basileia) de Sebastian Münster
Outros, como o America Meridionalis de Gerhard Mercator, Hendrik Hondius, e Jodocus Hondius (1623, fig. 4),4 apresentam La Guajira como uma pequena ponta do continente:

Figura 4. America Meridionalis (1623, Amsterdã) de Gerhard Mercator, Jodocus Hondius e Hendrik Hondius.

Figura 5. Detalhe da Península de la Guajira em America Meridionalis (1623, Amsterdã) de Gerhard Mercator, Jodocus Hondius e Hendrik Hondius.
Independentemente da forma dada à Península, esses mapas não fazem referência aos povos indígenas que viviam na região. O mapa de Hondius, de 1623, por exemplo, menciona apenas o assentamento espanhol de Portete. Na segunda metade do século XVII, outros mapas como o de Sanson d’Abbeville, Amerique Meridionale (1650, ver figs. 6, 7) e o de Alexis Hubert Jalliot, L’Amerique Meridionale Divisée en ses Principales Parties (1697, ver figs. 8, 9), fazem alusão à cidade de Rio de la Hacha e à “Governación de Rio de la Hacha,” mas não mencionam os povos indígenas que ali viviam.

Figura 6. Amerique Meridionale (1650, Paris) de Nicolas Sanson d’Abbeville, Leia mais

Figura 7. Detalhe da Península de La Guajira em Amerique Meridionale de Sanson d’Abbeville,.

Figura 8. L’Amerique Meridionale Divisée en ses Principales Parties. Presenté à Monseigneur le Duc de Bourgogne (1697) de Alexis Hubert Jaillot. Leia mais.

Figura 9. Detalhe da Península de La Guajira em L’Amerique Meridionale Divisée en ses Principales Parties de Jaillot,.
Mapas do século XVIII e a revolta indígena de 1769-1772: Foi apenas na segunda metade do século XVIII que os mapas europeus começaram a representar os territórios e os povos indígenas de La Guajira de modo mais sistemático e isso ocorreu por diversos motivos. Em primeiro lugar, ao longo do século XVIII, houve um aumento significativo na produção de mapas na Europa e no mundo hispano-americano, além disso, os mapas produzidos na época se tornaram mais detalhados, mostrando a localização de diversas cidades, assentamentos indígenas, recursos naturais e rotas, ao mesmo tempo em que ofereciam diversas informações topográficas e dados de navegação.5
Em segundo lugar, em meados do século XVIII, a Península de La Guajira não havia sido totalmente conquistada pela Coroa Espanhola. Ao longo dos primeiros séculos do período colonial, a resistência feroz dos Cocinas e dos Wayúus, frente à subjugação, somavam-se ao terreno desértico e difícil da Península, o que fez com que qualquer esforço espanhol para conquistar os povos da Guajira fosse quase impossível.6 Em parte, devido a essa situação, por volta da segunda metade do século XVIII, a Península de La Guajira se viu envolvida em conflitos intraeuropeus. Havia atritos, principalmente entre as coroas espanhola e britânica, mas também entre as monarquias espanhola, francesa e holandesa que se estenderam até a Guajira. Por exemplo, os ingleses— e, em menor escala, os holandeses e os franceses— tentaram usar a Península de La Guajira para contrabandear mercadorias que entravam e saíam da Nova Granada e da Venezuela, além de usá-la como um posto para atacar a frota e os portos espanhóis pela costa caribenha. Em seus esforços, essas potências europeias firmaram alianças tácitas com os povos indígenas da Guajira.7
As autoridades da Península Ibérica, Santafé de Bogotá, Cartagena de Indias e Santa Marta julgaram essa situação como inaceitável e procuraram subjugar a Guajira e submetê-la ao controle espanhol. Seu objetivo era conquistar e evangelizar os povos indígenas da Península, e fortificar a Costa do Caribe para protegê-la de invasores estrangeiros. Assim, no decorrer da segunda metade do século XVIII, foram realizadas múltiplas incursões militares contra os Wayúu e os Cocina. Ao mesmo tempo, missões capuchinhas expandiam-se por toda a Península.8 Muitos indígenas Wayúu foram capturados e forçados a trabalhar na construção de fortes militares ao longo da Costa Caribenha. Em meio a essa atmosfera de turbulência, colonos espanhóis, criollos e mestiços mestiços aproveitaram a oportunidade para roubar o gado dos indígenas, saquear seus assentamentos, tomar o controle da exploração de pérolas e do comércio de contrabando que as comunidades indígenas até então controlavam. Outros povos indígenas da Guajira sofreram todo tipo de abuso por parte dos missionários capuchinhos. Como resultado dessa situação, uma grande revolta indígena ocorreu entre 1769 e 1772.9
Os mapas produzidos nessa época nos mostram o empenho das autoridades espanholas em subjugar a Guajira, assim como a violência e a expropriação que tais campanhas militares causaram nos povos indígenas da região. Um dos primeiros mapas a mencionar explicitamente os povos indígenas de Guajira e exibir o conflito que eclodiu no final da década de 1760, é o Plan geográfico del virreinato de Santa Fe de Bogotá (1772), de Francisco Moreno e Escandón (ver fig. 10).10 O mapa explica que “as vilas e os povoados [em Guajira] foram recentemente incendiados pelos indígenas rebeldes.”11 Embora o mapa se refira aos povos indígenas apenas como “indígenas rebeldes”, na parte sul da Península há uma referência aos “Indios Guag”. Isso pode ter sido um erro de grafia, já que no texto provavelmente deveria estar escrito “Indios Guagiros”. Esse topônimo (“Guajiro”) foi usado para se referir ao povo Wayúu. Além disso, o texto “Indio Guag” foi colocado na região de Sierra Nevada de Santa Marta, ligeiramente ao sul da Península de La Guajira.

Figura 10. Plan geográfico del virreinato de Santa Fe de Bogotá (1772) de José Aparicio Morato e Francisco Moreno y Escandón. Leia mais

Figura 11. Detalhe da Península de La Guajira. Plan geográfico del virreinato de Santa Fe de Bogotá de Aparicio Morata e Moreno y Escandón.
O Mapa general de la provincia de indios goagiros que llaman del Hacha (1773, ver fig 12) de Antonio de Arévalo apresenta uma situação muito mais dramática. Mesmo que o título do mapa (“Provincia de indios goagiros”), assim como o texto nele escrito reconheçam, de maneira implícita, que os “Yndios Goagiros” e os “Yndios Cocinas” controlavam partes da Península, o texto no canto superior esquerdo conta uma história diferente. Por exemplo, a letra C no mapa se refere aos assentamentos nos quais os indígenas rebeldes foram “reduzidos”, ou seja, forçados a viver sob controle colonial. Mas o relato mais inequívoco da violência exercida surge na parte inferior da explicação. O texto explica que a rebelião chegou ao fim em novembro de 1772, após o comando do vice-rei para reprimir a revolta com o uso da força, e transferir os indígenas considerados pacíficos para novos assentamentos. Como o mapa relata: “em tempos da rebelião previamente mencionada, todos os indígenas da província e os indígenas rebeldes foram arruinados, pois 60 assentamentos foram incendiados…; Muitos indígenas morreram, e entre os espanhóis houve 82 mortes.”12

Figura 12. Mapa general de la provincia de indios guagiros que llaman del Hacha (1773, Cartagena de Indias) de Antonio de Arévalo. Leia mais

Figura 13. Detalhe da Península de La Guajira no Mapa general de la provincia de indios guagiros que llaman del Hacha de Arévalo.

Figura 14. Texto explicativo no Mapa general de la provincia de indios guagiros que llaman del Hacha de Arévalo.
Outro mapa de Arévalo, o Mapa general de la Provincia de la Hacha (1776, ver fig. 15), nos dá mais detalhes a respeito das agressões cometidas contra os povos indígenas da Guajira. O mapa define um território relativamente grande no meio da Península como a “área para a qual os Yndios Cocina recuaram”. O mapa inclui um texto explicativo que oferece mais detalhes. A letra “E” se refere a assentamentos indígenas existentes que deverão ser “abandonado”, mais adiante, uma nota explica que “as montanhas de Macuira […] foram o local em que, em seis ações sangrentas contra os indígenas rebeldes, mais de 4.000 indígenas bem armados foram punidos por 500 espanhóis. Tendo sido queimadas todas as suas casas e arrasados seus campos de cultivo, forçando-os a abandonar completamente toda aquela extensão do país, de modo que, ao final da campanha, não restaram mais inimigos a serem derrotados.”

Figura 15. Mapa general de la Provincia de la Hacha: Situada entre las de Sta. Marta, y Maracaibo para inteligencia de su Estención y límites (1776, Rio de la Hacha) de Antonio de Arévalo. Leia mais

Figura 16. Detalhe da Península de La Guajira no Mapa general de la Provincia de el hacha de Arévalo

Figura 17. Texto explicativo no Mapa general de la Provincia de el hacha de Arévalo
Outros mapas produzidos nas décadas de 1770 e 1780, como o Mapa de la Costa de la província de Santa Marta con las bahias (ver fig. 18) do final da década de 1770, de Antonio de Arévalo, e o Carta plana de la província de el Hacha situada entre las de Santa Marta y Maracaybo (ver fig. 20) de Juan López, mostram a presença dos indígenas Cocina e Guajiro (Wayúu) na Península, e os esforços das autoridades espanholas para controlá-los. Por exemplo, a legenda do mapa de López menciona oito assentamentos indígenas que devem ser abandonados. Tal plano de “abandono” dos assentamentos foi possivelmente para deslocar os povos indígenas de maneira forçada, para as chamadas reducciones.

Figura 18. Mapa de la costa de la provincia de Santa Marta con las bahías, Rios y Sitios (1770, Cartagena de Indias) de Antonio de Arévalo, Leia mais

Figura 19. Detalhe da Península de La Guajira no Mapa de la costa de la Provincia de Santa Marta con las bahías de Arévalo.

Figura 20. Carta plana de la Provincia de la Hacha situada entre las de Santa Marta y Maracaybo (1786) de Juan López. Leia mais.

Figura 21. Detalhe da Península de La Guajira em Carta plana de la Provincia de la Hacha situada entre las de Santa Marta y Maracaybo de López.
O século XIX e a Era Republicana: Tierra Firme e islas adyacentes (1817, ver fig. 22) de Joaquin Francisco Fidalgo, apresenta territórios habitados pela “Nação dos indígenas Guajiros” e “Nação dos indígenas Cocinas”, mas não oferece muita informação a respeito dos planos da Coroa quanto aos povos indígenas da Guajira. No entando, o fato de que Fidalgo se referia a esses povos indígenas como Nações indica a presença e organização desses grupos na região.

Figura 22. Tierra firme e islas adyacentes (1817, Madrid) de Joaquín Francisco Fidalgo. Leia mais

Figura 23. Detalhe de Península de La Guajira em Tierra firme e islas adyacentes de Fidalgo,.
Com o advento das novas nações republicanas, a maioria dos mapas simplesmente parou de se referir aos povos indígenas e aos seus territórios. Depois da década de 1820, dificilmente algum mapa se referia aos povos indígenas da Guajira. Foi somente no fim do século XX que os mapas começaram, novamente, a representar os territórios Wayúu.
Atualmente, o povo Wayúu é o maior grupo indígena tanto na Colômbia quanto na Venezuela. Do lado colombiano da Península, no departamento (província) de La Guajira, aproximadamente 45% da população pertence ao povo Wayúu. No Estado de Zulia, na Venezuela, cerca de 8% de seus habitantes são do povo Wayúu.
O povo Wayúu reivindica como suas terras ancestrais a Península de La Guajira, as margens ocidentais do Lago Maracaibo e as regiões próximas de Sierra Nevada de Santa Marta e da Serranía del Perijá. Embora os resguardos tenham sido concedidos para as comunidades Wayúu, e também para os Arhuaco, Kankuamo, Kogui e Wiwa, comunidades que habitam a Guajira (ver fig. 24), esses povos indígenas argumentam que seus territórios e sua cultura estão sob a ameaça da expansão de atividades mineradoras e de energia, e da presença ilegal de agentes armados.13 Ademais, os povos indígenas da Guajira também estão em risco porque muitos deles vivem em condições precárias. Em muitas escolas e casas da região carecem de energia estável e água potável suficiente, e os Wayúu possuem acesso limitado à educação bilíngue. Como mostra a própria cartografia social dos Wayúu (ver fig. 26, 27), os territórios considerados sagrados e ancestrais, juntamente com as tradicionais pastagens e rotas, estão agora ameaçadas pela expansão de projetos de mineração e de agentes armados.

Figura 24. Mapa das reservas indígenas (“resguardos”) na Guajira. “Resguardos Indígenas en el Departamento de la Guajira,” Centro Regional de Empresas y Emprendimientos Responsables (CREER), Geo EISI - Información Referenciada sobre los impactos en derechos humanos en Colombia – Guajira. Leia mais

Figura 25. Mapa das áreas de conflito armado nos territórios indígenas. Jennyfer Solano, “Corredores del conflicto armado en territorios indígenas de la Costa,” El Heraldo, 25 de outubro 25 de 2020.

Figura 26. Mapa de cartografia social mostrando o confinamento das comunidades Wayúu nos territórios do sul de La Guajira devido ao conflito armado. Eisat’ta akuai’pa (proteger y salvaguardar). Plan Salvaguarda Wayuu. Zona Sur de la Guajira. (Fonseca, Distracción, Barrancas, Hatonuevo). Resguardo Indígena de Mayabangloma-Ministerio del Interior (2014), 106. Leia mais

Figura 27. Mapa de cartografia social mostrando o confinamento devido à expansão da mineração no sul de La Guajira. Eisat’ta akuai’pa (proteger y salvaguardar). Plan Salvaguarda Wayuu. Zona Sur de la Guajira. (Fonseca, Distracción, Barrancas, Hatonuevo). Resguardo Indígena de Mayabangloma-Ministerio del Interior (2014), 86. Leia mais
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Lista de figuras:
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Figuras 6–7. Sanson d’Abbeville, Nicolas. Amerique Meridionale. Paris: 1650. JCB Map Collection, The John Carter Brown Library, Providence, RI. Acesso em: 22 de fevereiro de 2022. https://jcb.lunaimaging.com/luna/servlet/detail/JCBMAPS~1~1~3361~101626:Amerique-Meridionale-par-N--Sanson-?sort=normalized_date%2Cfile_name%2Csource_author%2Csource_title.
Figuras 8–9. Jaillot, Alexis Hubert. L’Amerique Meridionale Divisée en ses Principales Parties. Presenté à Monseigneur le Duc de Bourgogne. Paris: 1697. JCB Map Collection, The John Carter Brown Library, Providence, RI. https://jcb.lunaimaging.com/luna/servlet/s/731wqz.
Figuras 10–11. Morato Aparicio, José, and Francisco Moreno y Escandón. Plan geográfico del virreinato de Santa Fe de Bogotá. Santafé de Bogotá: 1772. Maps, Biblioteca Nacional de Colombia, MD-MC-Fmapoteca_262_frestrepo_36 – University of Manchester. Acesso em: 7 de março de 2023. https://minerva.manchester.ac.uk/new-granada/items/show/15.
Figuras 12–14. Arévalo, Antonio de. Mapa general de la provincia de indios guagiros que llaman del Hacha. Cartagena de Indias: 1773. Archivo General Militar de Madrid, Biblioteca Virtual de Defensa, COL-16/6, código de barras: 2120182. https://bibliotecavirtual.defensa.gob.es/BVMDefensa/es/consulta/registro.do?id=113315.
Figuras 15–17. Arévalo, Antonio de. Mapa general de la Provincia de la Hacha: Situada entre las de Sta. Marta, y Maracaibo para inteligencia de su Estencion y limites. Rio de la Hacha: 1776. Archivo General Militar de Madrid, Biblioteca Virtual de Defensa, COL-16/1, código de barras: 2120159. https://bibliotecavirtual.defensa.gob.es/BVMDefensa/es/consulta/registro.do?id=113311.
Figuras 18–19. Arévalo, Antonio de. Mapa de la costa de la provincia de Santa Marta con las bahías, Rios y Sitios. Cartagena de Indias: 1770. Archivo General Militar de Madrid, Biblioteca Virtual de Defensa, COL-6/1, código de barras: 2119961. https://bibliotecavirtual.defensa.gob.es/BVMDefensa/es/consulta/registro.do?id=113294.
Figuras 20–21. López, Juan. Carta plana de la Provincia de la Hacha situada entre las de Santa Marta y Maracaybo. 1786. Archivo General Militar de Madrid, Biblioteca Virtual de Defensa, COL-5/6; código de barras: 2121636. https://bibliotecavirtual.defensa.gob.es/BVMDefensa/es/consulta/registro.do?id=113343.
Figura 24. “Resguardos Indígenas en el Departamento de la Guajira,” Centro Regional de Empresas y Emprendimientos Responsables (CREER), Geo EISI - Información Referenciada sobre los impactos en derechos humanos en Colombia – Guajira. https://creer-ihrb.org/geo-eisi-guajira/
Figura 25. Solano, Jennyfer. “Corredor del conflicto armado en territorios indígenas de la Costa.” El Heraldo, 25 de outubro de 2020. https://www.elobservador.com.co/2020/11/11/corredor-del-conflicto-armado-en-territorios-indigenas-de-la-costa/.
Figura 26. “Cartografía social – Confinamiento de las comunidades Wayúu en territorios del sur de La Guajira por el conflicto armado." Eisat’ta akuai’pa (proteger y salvaguardar). Plan Salvaguarda Wayuu. Zona Sur de la Guajira (Fonseca, Distracción, Barrancas, Hatonuevo). Resguardo Indígena de Mayabangloma - Ministerio del Interior (2014), 106. https://www.mininterior.gov.co/wp-content/uploads/2022/08/pueblo_wayuu_sur_de_la_guajira_-_diagnostico_comunitario_0.pdf.
Figura 27. “Cartografía social – Confinamiento por la expansión minera en el sur de La Guajira.” Eisat’ta akuai’pa (proteger y salvaguardar). Plan Salvaguarda Wayuu. Zona Sur de la Guajira (Fonseca, Distracción, Barrancas, Hatonuevo). Resguardo Indígena de Mayabangloma - Ministerio del Interior (2014), 86. https://www.mininterior.gov.co/wp-content/uploads/2022/08/pueblo_wayuu_sur_de_la_guajira_-_diagnostico_comunitario_0.pdf.
Os Wayúu falam um dialeto Arawak chamado Wayuunaiki. Em Wayuunaiki, “wayúu” significa “povo” e “guajira” significa “nossa terra”. (“Caracterización de los pueblos indígenas de Colombia. Wayúu: Gente de arena, sol y viento. Ministerio de Cultura de Colombia.” Dirección de Poblaciones. 2016. https://www.mincultura.gov.co/prensa/noticias/Documents/Poblaciones/PUEBLO%20WAY%C3%9AU.pdf.) ↩︎
Para mais informações, ver: José Trinidad Polo Acuña, Indígenas, poderes y mediaciones en La Guajira en la transición de la Colonia a la República (1750–1850) (Bogotá: Universidad de los Andes, 2012); José Trinidad Polo Acuña, Etnicidad, conflicto social y cultura fronteriza en la Guajira, 1700–1850 (Bogotá: Universidad de los Andes-Observatorio del Caribe Colombiano, 2005); Steinar A. Saether, Identidades e independencia en Santa Marta y Riohacha. 1750–1850 (Bogotá: Instituto Colombiano de Antropología e Historia, 2005); Eduardo Barrera Monroy. Mestizaje, comercio y resistencia. La Guajira en la segunda mitad del siglo XVIII (Bogotá: Instituto Colombiano de Antropología e Historia, 2000). ↩︎
Dentre as possíveis razões para a dizimação dos Cocina e da continuidade dos Wayúu, Polo Acuña nos explica que os Wayúu se adaptaram de forma mais eficiente à chegada da cultura europeia e das relações econômicas. Ao contrário dos Cocina, os Wayúu adotaram a pecuária e o comércio com os espanhóis e outros europeus. Da mesma forma, o contato mais próximo dos Wayúu com os europeus os levou a um nível maior de mestizaje biológica e cultural que, de acordo com Polo Acuña, ajuda a explicar a sobrevivência do povo Wayúu. (José Trinidad Polo Acuña, “Los Wayúu y los Cocina: dos caras diferentes de una misma moneda en la resistencia indígena en la Guajira, siglo XVIII,” Anuario Colombiano de Historia Social y de la Cultura, no. 26 (1999): 7–29.) ↩︎
Existem diversas cópias desse mapa com datas e cores diferentes. O mapa tem, em seu canto inferior esquerdo, uma imagem “europeizada” de Cuzco. (Para mais informações da imagem de Cuzco, ver: Richard Kagan, Urban Images of the Hispanic World, 1493–1793 (New Haven: Yale University Press, 2000) ↩︎
Para mais informações, ver: Francismar Alex Lopes de Carvalho, “Mapmaking and Sovereignty Building: Francisco Requena and the Late Eighteenth-Century Boundary Demarcation Commissions”, Hispanic American Historical Review 102, no. 2 (2022): 191–221; Neil Safier, Measuring the New World: Enlightenment Science and South America (Chicago: University of Chicago Press, 2008); Jeffrey Erbig, Where Caciques and Mapmakers Met: Border Making in Eighteenth-Century South America (Chapel Hill: The University of North Carolina Press, 2020); Santiago Muñoz and Sebastián Díaz Ángel, “El Plan geográfico del virreinato de Santafé: la comunidad política en el mapa de Francisco Moreno y Escandón”, Boletín Cultural y Bibliográfico 55, no. 100 (2021): 118–136. ↩︎
Polo Acuña, Indígenas, poderes y mediaciones en La Guajira. ↩︎
Polo Acuña, Indígenas, poderes y mediaciones en La Guajira; Polo Acuña, Etnicidad, conflicto social y cultura fronteriza; Saether, Identidades e independencia; Barrera Monroy, Mestizaje, comercio y resistencia. ↩︎
Fray Antonio de Alcácer O.F.M., Las misiones capuchinas en el Nuevo Reino de Granada hoy Colombia (Chía: Ediciones Seminario Seráfico Misional Capuchino, 1959). ↩︎
Polo Acuña, Indígenas, poderes y mediaciones en La Guajira; Polo Acuña, Etnicidad, conflicto social y cultura fronteriza; Saether, Identidades e independencia; Barrera Monroy, Mestizaje, comercio y resistencia; Margarita Restrepo Olano, “Un ejemplo de relaciones simbióticas en la Guajira del siglo XVIII. Historia de una sublevación bajo el liderazgo del cacique Cecilio”, Revista Complutense de Historia de América 39 (2013): 177–201. ↩︎
Para mais informações no mapa de Moreno y Escandón, ver: Muñoz and Díaz Ángel, “El Plan geográfico del virreinato de Santafé”. ↩︎
“Estos pueblos y sitios han sido incendiados últimamente por los indios rebeldes” (Moreno y Escandón, Francisco. Aparicio Morata and Moreno y Escandón, Plan geográfico del virreinato de Santa Fe de Bogotá.) ↩︎
“…en el tiempo de la mencionada sublevación, todos los Yndios de la Provincia y los Yndios sublevados quedaron arruinados demare que se quemaron 60 poblaciones entre lugares, hattos, pueblos, y casserias o haciendas; Murieron muchos Yndios y de los Españoles se cuentan 82 vidas muertos.” (Antonio de Arévalo, Mapa general de la provincia de indios guagiros que llaman del Hacha (1773, Cartagena de Indias), Archivo General Militar de Madrid, código de barras: 2120182, https://bibliotecavirtual.defensa.gob.es/BVMDefensa/es/consulta/registro.do?id=113315.) Mapa generl. de la prova de Yndios Guagiros que llaman del Hacha [sic] : Situada entre las de Sta. Marta y Maracaibo, para la inteligencia de su exttenssion y limites, y la de colocacion de los nuevos pueblos a que se redugeron ultimamente los indios sublevados en el año de 1769, y las de otros que se deven fundar de yndios y de españoles en el resstto de la provincia para consseguir y mantener la pacificacion general de ella segun las órdenes del Exmo. Sr. Virrey de esstte nuevo reino Dn. Manuel Guirion acompañado de un discurso en el que se manifiesstta su essttado anttiguo, el pressentte y en el podra ponersse en adelantte ↩︎
Jennyfer Solano, “Corredor del conflicto armado en territorios indígenas de la Costa,” El Heraldo, 25 de outubro de 2020, https://www.elobservador.com.co/2020/11/11/corredor-del-conflicto-armado-en-territorios-indigenas-de-la-costa/. Corredor del conflicto armado en territorios indígenas de la Costa ↩︎
Citation
Ardila Falla, Juan Pablo. 2023. 'Resistência, desapropriação e violência em La Guajira'. Desapropriações nas Américas. https://staging.dia.upenn.edu/pt/content/Ardila-FallaJ001/

!["Plan geografico del Vireynato de Santafe de Bogota;Nuevo Reyno de Granada;que manifiesta su demarcación territorial;islas;rios principales;provincias;y plazas de armas;lo que ocupan indios barbaros;y naciones extrangeras;demostrando los cõfines de los dos Reynos de Lima;México;y establecimientos de Portugal sus lindantes: con notas;historiales del ingreso anual de sus rentas reales;y noticias relativas a su actual estado civil;político;y militar [material cartográfico] / formando en servicio del Rey nro. sor. por el D. D. Francisco Moreno y Escandón;fiscal protector de la Real Audiencia de Santa Fe;y juez conservador de rentas;lo delineo D. Joseph Aparicio Morata;año de 1772;gobernando el reyno el excmo. sor. Bailio Frey D. Pedro Messia de la Cerda"](https://dnet8ble6lm7w.cloudfront.net/maps/CNT/CNT0007.jpg)






![Mapa generl. de la prova de Yndios Guagiros que llaman del Hacha [sic] : Situada entre las de Sta. Marta y Maracaibo, para la inteligencia de su exttenssion y limites, y la de colocacion de los nuevos pueblos a que se redugeron ultimamente los indios sublevados en el año de 1769, y las de otros que se deven fundar de yndios y de españoles en el resstto de la provincia para consseguir y mantener la pacificacion general de ella segun las órdenes del Exmo. Sr. Virrey de esstte nuevo reino Dn. Manuel Guirion acompañado de un discurso en el que se manifiesstta su essttado anttiguo, el pressentte y en el podra ponersse en adelantte](https://dnet8ble6lm7w.cloudfront.net/maps/COL/COL0090.jpg)
