Resumo
Esta obra critica a comercialização do conhecimento Indígena e as contradições presentes nos relatos do progresso. Com um anúncio turístico estilizado de cerimônias de ayahuasca sobreposto a uma nota de dólar estadunidense, a peça revela como as práticas espirituais amazónicas foram mercantilizadas, reempacotadas e vendidas dentro da economia global do bem-estar. A obra reflete sobre o que se perde e o que permanece quando a modernização chega envolta em promessas de cura, desenvolvimento e autenticidade. Questiona quem se beneficia do “turismo espiritual” e a que custo, evidenciando as tensões entre visibilidade, apropriação e sobrevivência na Amazônia contemporânea.
