Resumo
Santiago Yahuarcani apresenta uma narrativa visual que une o patrimônio cultural e o território ancestral. Pintada sobre yanchama e utilizando tintas naturais, a obra expressa a cosmovisão huitoto como um sistema interconectado de natureza, espírito e memória. Através de figuras mitológicas, referências cerimoniais e advertências contra a destruição ambiental, Yahuarcani reivindica o território como algo mais do que um lugar geográfico: é um arquivo sagrado de saberes, rituais e cosmologia. A minuciosa iconografia reflete uma memória coletiva transmitida pela tradição oral, mostrando como o patrimônio cultural está arraigado na terra e é continuamente reativado mediante a expressão artística.
