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Obra de arte

Veta Negra -Variación- [Black Vein - Variation -]

  • Cruz, Carlos

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Obra de arte

Veta Negra -Variación-

  • Cruz, Carlos

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Obra de arte

Veta Negra -Variación- [Veia Negra – Variação]

  • Cruz, Carlos

Mídia: Interpretação artística

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Resumo

Veta Negra – Variación é uma interpretação artística que explora a devastação histórica dos corpos Indígenas causada pelas práticas coloniais de mineração no México. Baseada no conceito de paramnésia, entendida como una alteração da memória, a peça procura genealogias Afro-mexicanas e Indígenas apagadas, inscritas nos povos mineiros de Hidalgo, onde o trabalho forçado alimentou a economia colonial. Ao invocar a presença africana e Indígena em minas como Pachuca e Real del Monte, a obra confronta a exploração dos corpos racializados submetidos a condições brutais, especialmente devido ao processo mortal de amalgamação da prata com o mercúrio. A interpretação artística se transforma em uma dança macabra, uma comemoração ritual de milhares que morreram por silicose e por exposição tóxica. Por meio do movimento, do material e da memória, Veta Negra – Variación revela como o extrativismo colonial espoliou não apenas a terra, mas também os corpos e as vidas daqueles que foram considerados descartáveis. A obra é tanto uma homenagem como uma insurreição que recupera histórias soterradas de resistência e perda. Convida o espectador para confrontar os legados persistentes do colonialismo e a profunda conexão entre a riqueza mineral e o sacrifício corporal.

Veta Negra -Variación- é apresentada como um sintoma de paramnésia, alteração da memória, que tenta decodificar uma raiz Afro-mexicana seguindo o rastro genético em um corpo colonizado pelo esquecimento. Veta Negra -Variación- faz uma fenda na história para encontrar o sangue africano na mineração de Pachuca, Real del Monte e outros locais do estado de Hidalgo, procurando o reconhecimento merecido de uma raiz que deixou genealogias nas cidades colonizadas e exploradas pelo trabalho forçado e selvagem. Em meados do século XVI, a mineração na cidade de Pachuca estava em auge, em parte devido ao impulso do método de benefício pela amalgamação da prata, desenvolvido em 1553 na mesma Pachucha por Bartolomeu de Medina. Esta interpretação cênica é uma variação de “Veta Negra. Para todos o trabalho do negro. Paramnésia fantástica para una insurreição de sangue Negro”, estreada em 2023.

A interpretação artística é uma invocação de memórias, uma escavação nos povos mineiros não só de Hidalgo, México, mas também de todo o território de Abya Yala, que foram fundamentais durante a colônia e continuam sendo, séculos depois, para o desenvolvimento econômico da Europa, tecido por um sangue negro que percorre o continente dos Estados Unidos até o Chile. Esta variação é centrada no corpo explorado e extenuado até a morte pela produtividade mineira. É o testemunho dessas milhares de mortes de Indígenas e escravos africanos causadas pelo trabalho forçado exposto ao mercúrio, elemento químico utilizado durante os processos de amalgamação, também denominado por Bartolomeu de Medina, benefício de pátio descoberto. Nessa prática, os mineiros deviam extrair o mineral da terra utilizando mercúrio (azougue), pisando em uma mistura de sais que provocava uma morte terrível por silicose, causada pela inalação do pó fino que envenenava lentamente os corpos. Por essa razão, Veta Negra – Variación – é a evocação dos corpos mineiros por meio de uma dança macabra. Trata-se de uma peça inédita patrocinada pelo encontro inSURrecciones para ser apresentada nos jardins do Museu de Arte Moderna da Cidade do México.

Citation

Cruz, Carlos. 'Veta Negra -Variación- [Veia Negra – Variação]'. Desapropriações nas Américas. https://staging.dia.upenn.edu/pt/art/AMEX001/

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