Resumo
As interpretações artísticas de Saskia Calderón reconhecem as línguas Indígenas como portadoras de conhecimentos únicos, tradições, valores e expressões culturais que têm sido transmitidos ao longo de gerações. Estas línguas representam um patrimônio vivo e dinâmico que reflete a diversidade e a riqueza cultural de um povo.
Língua morta é um projeto de pesquisa que explora as culturas dos Quitus, Arhuacos, Incas e Chibchas, com um enfoque explícito nas línguas extintas, na zona da província de Imbabura. A interpretação artística adota uma abordagem única: as vogais dos nomes destas culturas (A, I, O e U) tornam-se notas musicais (FA4, DO#5, SOL5 e RE4, respectivamente). Cada vogal é alocada a uma nota musical específica, criando uma melodia a duas vozes interpretada por artistas com os rostos pintados, representando estas culturas.O objetivo principal deste trabalho é aprofundar na análise das línguas que precederam a colonização espanhola. Algumas dessas línguas sobreviveram em diversas misturas, mas outras desapareceram devido à conquista e à forte influência da cultura europeia. Através de Língua morta, busca-se destacar a importância de compreender a diversidade linguística extinta em uma localidade em particular. Este projeto convida a refletir sobre as causas que estão por trás do desaparecimento dessas línguas e pretende construir uma memória coletiva em relação a elas. Ao explorar o rico patrimônio dessas línguas perdidas, Língua Morta torna-se um apelo a preservar e valorizar a diversidade linguística, fazendo-nos lembrar as complexas histórias e identidades culturais entrelaçadas na linguagem.
Citation
Calderón, Saskia. 2021. 'Lengua Muerta [Língua morta]'. Dispossessions in the Americas. https://staging.dia.upenn.edu/pt/art/AECU001/

