Resumo
Arraigada no território do norte da Argentina, esta conferência performática surge de uma região onde persiste o extermínio sistemático de comunidades Indígenas. Concebida tanto como manifesto como ato falado, reconhece a incapacidade revolucionária de mudar o mundo em sua totalidade, deslocando o foco para a transformação das realidades vivenciadas daqueles que nos rodeiam. Em seu âmago se encontra a procura de uma utopia Indígena, entendida não como um sonho impossível, mas sim como uma prática crítica que imagina um espaço-tempo para além da heteronormatividade. Essa utopia só existe na medida em que desafia a ordem dominante, colocando a crítica como uma forma de sobrevivência, resistência e possibilidade coletiva em um contexto marcado pela violência e o apagamento.
Esta conferência é um percurso para reconhecer a incapacidade revolucionária de mudar o mundo; para colocarmos o foco em mudar as realidades das pessoas que nos rodeiam, a procura de uma utopia Indígena, não como aquilo que é impossível, mas sim como um ato que nos permita imaginar um espaço-tempo por fora da heteronormatividade; uma utopia que só existirá enquanto crítica dessa ordem dominante. Este manifesto, é escrito e falado a partir de sua comunidade, ao norte da Argentina, uma região onde o extermínio das comunidades Indígenas é uma prática sistemática.
Citation
Cruz, Tiziano, e Quillay Mendez. 'Noa Night'. Desapropriações nas Américas. https://staging.dia.upenn.edu/pt/art/AARG027/

