Resumo
A partir de um poema pessoal, Mabel invoca a figura de La Mártir, uma deusa que preside a pista de dança toda vez que realiza um DJ set. A performance se transforma em um ato ritual, convocando esta presença mediante poemas, canções e textos de feminidades trans, travestis e amostras do passado. Estes materiais são reinterpretados como leituras cantadas sobre música eletrônica, criando uma forma híbrida entre poesia, som e invocação. Localizada na encruzilhada entre a vida noturna e o sagrado, a obra transforma a festa em um espaço de memória coletiva e transformação. La Mártir surge não só como objeto de devoção, mas também como um canal através do qual ecoam vozes marginalizadas, reimaginando a festividade como um ritual travesti sagrado.
A partir de um poema pessoal, Mabel propõe se aprofundar na figura da MÁRTIR, uma deusa que invoca na pista de dança toda vez que faz um DJ Set. Esta mártir será invocada a partir de poemas, canções e textos de diferentes feminidades trans/travesti/amostras argentinas do passado, a modo de leituras cantadas sobre música eletrônica. Um ritual travesti de encontro com a festa sagrada.
